Entenda a ligação do garantidor que compraria a SAF do Santa Cruz com a investigação do Banco Master

 

Entenda a ligação do garantidor que compraria a SAF do Santa Cruz com a investigação do Banco Master



Grupo que tem como acionistas os investidores mineiros Alexandre Pires de Andrade Kubitschek, Marcus Amaro Oliveira Bitar Silva e Iran Almeida Barbosa. E que possui também contratos com empresas ligadas a Fernando Alves Vieira, empresário citado em investigações da Polícia Federal referentes a fraudes no Banco Master. De acordo com documentos obtidos pelo ge, as empresas Eagle & Shark e Health Enterprises, ambas de Fernando Alves Vieira, atuariam como garantidora de R$ 50 milhões da operação. Em contrapartida, teriam direito à aquisição de uma participação de até 20% das ações da Cobra Coral na SAF do Santa. Fernando Alves Vieira aparece nas investigações do Banco Master por possuir vínculos com familiares de sócios do banco e por ser procurador de Valdenice Pantaleão. Segundo as investigações, Valdenice seria um presidente "laranja" da Clínica Mais Médicos, que captou milhões em notas comerciais sem garantias e com capital social zero. (Saiba mais aqui). 


Vale destacar que o único aporte feito pela Cobra Coral Participações no Santa Cruz foi o financiamento DIP de R$ 7.745.385,33 usado como créditos para fechar acordos da Recuperação Judicial do clube. A devolução desse dinheiro é uma das condições para o distrato entre as duas partes.


Em entrevista ao ge, o presidente tricolor, Bruno Rodrigues, informou que esse pagamento será feito pelo grupo de investidores interessado em comprar a SAF tricolor, após a saída da Cobra Coral Participações. A outra condição para a entrada de novos investidores é a quitação de débitos em aberto do clube, como salários atrasados.


Bruno Rodrigues preferiu não entrar nos méritos que levaram a Cobra Coral Investimentos a desistir da operação para a compra das ações da SAF do clube. Mas revelou que a decisão também partiu de Fernando Alves Vieira, um dos garantidores do negócio.


- Primeiro, até por princípio, eu sempre prezo pela presunção de inocência. A gente não pode acusar uma pessoa porque saiu uma informação na mídia. Tem a Justiça, os órgãos de controle pra averiguar. Evidente que se tiver culpa no cartório tem que pagar. Mas eu não posso me antecipar dizendo que tem alguma culpa do Fernando nesse processo - iniciou Bruno Rodrigues.


Agora, os próprios investidores, o próprio Fernando, foram quem declinaram da operação. Ou seja, eles querem sair. O motivo eu não posso dizer porque não tenho informações. Lembrando que eles próprios marcaram uma reunião com um novo grupo pra assumir e eu estive presente. Mas não posso dizer se teve a ver ou não (a investigação do Banco Master) com a saída deles, mas o fato é que eles declinaram - completou.


O presidente coral, por sinal, se encontra em São Paulo para tratar da minuta do distrato com a Cobra Coral Participações. Segundo o dirigente, a ideia é de uma rescisão amigável. No entanto, uma disputa judicial não está descartada. ge procurou por diversas vezes os investidores da Cobra Coral Participações para tratar dessa possível saída da SAF, mas ainda não obteve resposta.

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