Corinthians se agiganta, supera virose e faz o improvável para ser campeão da Supercopa
O Corinthians continua fazendo o improvável, superando obstáculos e conquistando títulos. Diante do poderio financeiro do Flamengo, o Timão dominou a partida, mesmo com uma virose que acometeu o elenco na véspera, e levantou o troféu da Supercopa Rei no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no domingo.
Foram 11 atletas infectados, com sintomas que prejudicaram os dias de preparação antes do primeiro duelo decisivo da temporada.
Yuri Alberto, Rodrigo Garro, Vitinho, Hugo Souza, Raniele, Pedro Raul e Pedro Milans foram alguns dos jogadores que adoeceram.
O centroavante corintiano, que marcou o segundo gol da vitória por 2 a 0, não conseguiu nem assistir ao vídeo sobre o Flamengo apresentado pela comissão técnica no CT Joaquim Grava, no último sábado.
Foi um dos atletas mais afetados pela virose. Ele teve de ser instruído individualmente pelo auxiliar Lucas Silvestre no dia do duelo.
Garro, que poderia ser titular, não começou jogando. O meia acordou o médico do clube às 6h de domingo para avisar que estava se sentindo muito mal.
O receio de Dorival é que, com Yuri também em campo, talvez precisasse fazer duas substituições ainda no primeiro tempo, se escalasse Garro. O argentino, que tem visto Breno Bidon em uma evolução notável na sua posição, entrou só no segundo tempo.
Foi mais um ingrediente para a estratégia que o treinador corintiano precisou montar para enfrentar o Flamengo, que era o favorito devido à qualidade do elenco e à ótima temporada que fez em 2025, com os títulos do Campeonato Brasileiro e da Conmebol Libertadores.
Dorival armou uma equipe consistente no meio-campo e que conseguiu anular os principais jogadores adversários.
Ele escalou Gabriel Paulista, em detrimento de André Ramalho, formando uma linha de três defensores com Raniele, que, atuando na direita, ficou responsável por marcar Arrascaeta.
O jovem André, cria da base corintiana assim como Bidon, também fez uma partida irretocável na proteção da zaga e na saída de bola.
O Corinthians jogou melhor o primeiro tempo, apesar de o Flamengo registrar maior posse de bola (58% a 42%) e mais finalizações (8 a 5).
O Rubro-Negro teve as primeiras oportunidades de gol, mas depois o Timão encaixou a marcação e, com ótimas atuações de Raniele, Bidon e André, passou a dominar o meio-campo.
O Corinthians abriu o placar em uma jogada ensaiada. Memphis Depay tocou curto no escanteio pela esquerda, e a bola passou pelos pés de Bidon e André Carrillo antes de Matheuzinho, pelo meio, jogar a bola na área, onde Gustavo Henrique tocou de cabeça para o meio da muvuca e Gabriel Paulista finalizou de pé esquerdo.
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